domingo, 7 de abril de 2019

A DOENÇA DO SOCIALISMO

Por que o socialismo sempre se transforma na doença que pretende curar
Revolucionários radicais sempre se transformam em burocratas privilegiados
Como um radicalismo revolucionário se transforma em um esclerosado e estagnado sistema baseado no poder, no privilégio e no esbulho, gerenciado por burocratas socialistas dotados de interesse próprio?
O grande sociólogo alemão Max Weber (1864-1920) apresentou uma compreensão da evolução dos regimes socialistas no século XX. Em seu monumental tratado, publicado postumamente, intitulado Economia e Sociedade (1925), ele define um líder carismático como sendo aquele que se destaca em meio à massa comum por causa de um elemento específico de sua personalidade: ele possui uma rara qualidade intelectual que lhe permite ver aquilo que outros homens comuns não enxergam e entender aquilo que seus semelhantes não conseguiram.
Este indivíduo, em suma, é visto como alguém dotado de poderes e qualidades excepcionais.
Porém, sua autoridade, explica Weber, não advém do fato de terceiros reconhecerem seus poderes intrínsecos. Seu senso de autoridade e objetivo vem de dentro: ele sabe ser o detentor de uma verdade, a qual ele tem a missão de revelar a todos, pois ele sabe que a revelação desta verdade irá libertar seus conterrâneos. E quando a massa percebe toda a certeza, sabedoria e segurança deste homem, torna-se óbvio e inevitável que ela deve seguir sua liderança.
Vladimir Lenin (1870-1924) certamente se encaixava nesta descrição. Embora muitos que o conheceram ressaltaram sua indefinível e até mesmo nada atraente aparência física, a maioria fez questão de enfatizar sua determinação e sua crença inflexível de estar em uma "missão", em relação à qual ele tinha a mais absoluta confiança e inabalável determinação. Devido a essa sua postura decidida e nunca vacilante, todos os outros se sentiam magnetizados por ele e prontamente aceitavam sua liderança e autoridade.
Em torno de Lenin, o carismático, havia todo um séquito de discípulos e camaradas que igualmente se consideravam adeptos de um chamamento. Eram os 'escolhidos'. E se viam como servindo à mesma missão: a promoção da revolução socialista. Como disse Weber:
O grupo que se sujeita à autoridade do carismático se baseia em uma forma emocional de relação comunal. [...] O grupo é escolhido em termos das qualidades carismáticas de seus membros. O profeta tem seus discípulos. [...] Há um "chamado" feito pelo líder, o qual se baseia nas qualificações carismáticas daqueles que ele convoca.
O grupo "escolhido" renuncia (ao menos em princípio) às tentações materiais das circunstâncias mundanas, pois o objetivo de sua "missão" é exatamente derrubar e destruir essas tentações materiais. Com efeito, isso também marcava o estilo de vida conspirador, secreto e algumas vezes espartano dos revolucionários marxistas. Max Weber explicou:
No início da revolução, não há coisas como salários e benefícios. Os discípulos e seguidores tendem a viver basicamente em uma relação comunista com seu líder. [...] Puro carisma. […] O grupo desdenha e repudia a exploração econômica da renda assalariada, embora tal postura seja muito mais um ideal do que um fato. [...] Por outro lado, a 'pilhagem', seja ela obtida pela violência ou por outros meios coercitivos, é a outra forma típica de como o grupo se financia.
Porém, tão logo o carismático e seus seguidores chegam ao poder, ocorre uma transformação em seu comportamento e em seu relacionamento com o resto da sociedade. Agora, passa a ser impossível para esse grupo se manter isolado das questões mundanas da vida diária. Com efeito, se eles não lidarem com estas questões, seu poder sobre a sociedade estará ameaçado de desintegração. Assim, lentamente, aquele fervor que caracterizava a missão ideológica e a camaradagem revolucionária começa a morrer. Disse Max Weber:
Somente os membros de um pequeno grupo de fervorosos e entusiasmados discípulos e seguidores estarão preparados para dedicar suas vidas à sua vocação ideológica da maneira mais pura e idealizada. Já a grande maioria dos discípulos e seguidores irá, no longo prazo, voltar a 'ganhar a vida' de uma maneira mais material. Consequentemente, eles irão se preocupar apenas em se apropriar totalmente do poder e dos controles e vantagens econômicas que ele oferece. E a entrada de novos seguidores no grupo passará a ser estritamente regulada. Assim, forma-se uma casta privilegiada. […]
Consequentemente, no corpo político já concretizado, os membros, funcionários e detentores de benefícios passam a ser diferenciados dos 'pagadores de impostos'. Os primeiros, em vez de serem 'seguidores' do líder, se tornam funcionários do estado e são nomeados membros do partido. [...] Com o tempo, o grupo carismático tende a se metamorfosear em uma forma típica de autoridade, mais especificamente, a autoridade burocrática.
Nesta análise de Max Weber é possível ver o esboço daquele processo histórico por meio do qual um bando de marxistas revolucionários, convencidos de que viram os rumos da história de uma maneira que outros mortais não viram, passam se enxergar a si próprios como os parteiros daquela história que só eles viram. E o fazem por meio de uma violenta revolução.
Porém, à medida que as brasas da vitória socialista vão arrefecendo — como na Rússia após a Revolução de 1917 e a sangrenta guerra civil de três anos que se seguiu —, os revolucionários têm de se voltar para as questões mundanas de como "construir o socialismo". E construir o socialismo significa a transformação total da sociedade. E a transformação da sociedade significa controlar, supervisionar e ordenar absolutamente tudo.
O interesse próprio e a nova "sociedade de classes" do socialismo
E foi assim que nasceu, na nova União Soviética, aquilo que viria a ser chamado de Nomenklatura.
Começando em 1919, o Partido Comunista implantou o procedimento de criar listas de cargos e posições burocráticas a serem preenchidos por meio de nomeações oficiais, bem como listas de pessoas que poderiam se qualificar para serem promovidas a estas posições mais elevadas de autoridade.
Assim surgiu a nova classe dominante sob o socialismo.
Ministérios tinham de ser criados e ocupados. Cargos partidários tinham de ser preenchidos. Indústrias estatizadas e fazendas coletivas precisavam de gerentes para supervisionar a produção e garantir que as metas estabelecidas pelo planejamento central seriam cumpridas. Redes de distribuição estatal tinham de ser implantadas. Sindicatos precisavam ser controlados por membros fieis ao Partido. E a mídia precisava de editores e repórteres que publicassem estórias e propagandas sobre os grandes progressos e vitórias obtidos pelo socialismo nessa nova e gloriosa sociedade coletivista, na qual o novo Homem Soviético estava sendo criado.
Porém, contrariamente às promessas de se criar um "novo homem" a partir dos escombros da velha ordem, o exato oposto ocorreu. À medida que a economia socialista ia sendo construída, toda a imutável natureza humana inevitavelmente passou a se manifestar: o interesse próprio, a busca por oportunidades de ganhos, a procura por maneiras de melhorar a própria vida e a de seus familiares e amigos. Tudo isso gerou tentativas generalizadas de se conseguir o controle das mercadorias e recursos escassos "socializados" com o intuito de obter ganhos pessoais dentro dos labirintos e redes da burocracia soviética.
E dado que o estado havia declarado ser o único proprietário de todos os meios de produção, não foi nenhuma surpresa que, à medida que os anos e então as décadas iam se passando, cada vez mais pessoas foram se tornando membros da Nomenklatura e também de suas posições diretamente subordinadas: esse era o único caminho para uma vida mais próspera e agradável. Ao final, o estado socialista não transformou a natureza humana; a natureza humana encontrou maneiras de usar o estado socialista para seus próprios fins.
O sistema de privilégios e corrupção que o socialismo soviético criou foi claramente explicado por Boris Yeltsin (1931-2007), o membro do Partido Comunista da Rússia que, mais do que vários outros, ajudou no fim da União Soviética e na criação de uma Rússia independente em 1991. Em seu livro Against the Grain (1990), Yeltsin explicou:
A ração fornecida pelo Kremlim, uma distribuição especial de produtos inalcançáveis para a população geral, é conseguida pelo alto escalão pela metade do seu preço normal, e consiste de alimentos da mais alta qualidade. Em Moscou, um total de 40.000 pessoas usufruem o privilégio destas rações especiais, em várias categorias de quantidade e qualidade. Há seções inteiras da GUM— a enorme loja de departamentos localizada na Praça Vermelha de fronte ao Kremlim — fechadas ao público e reservadas especialmente para o alto escalão da elite. Já para os funcionários do segundo e do terceiro escalão, há outras lojas exclusivas. Todas elas são rotuladas de "especiais": armazéns especiais, lavanderias especiais, policlínicas especiais, hospitais especiais, casas especiais, e serviços especiais. Que uso mais cínico da palavra!
A tão prometida "sociedade sem classes", em que haveria igualdade material e social, foi, com efeito, o mais granulado sistema de poder e privilégio hierárquicos já criado. Suborno, corrupção, conexões e favorecimentos permeavam todo o tecido da sociedade socialista soviética. Dado que o estado detinha, produzia e distribuía absolutamente tudo, as pessoas tinham de ter "amigos", ou amigos que conheciam as pessoas certas, ou que sabiam a pessoa certa a quem você deveria se apresentar e mostrar o quão agradecido ficaria em troca de um suborno ou de favores recíprocos. Tudo isso era necessário para obter acesso a algo que era impossível de ser obtido por meio dos canais normais da rede de distribuição centralmente planejada para "as massas".
E por cima de todo este sistema socialista de poder, privilégio e esbulho liderado pelo Partido Comunista estava a polícia secreta soviética, o famoso o KGB (Komitet gosudarstvennoy bezopasnosti, ou Comitê de Segurança do Estado), espionando, vigiando, ameaçando e denunciando toda e qualquer pessoa que ameaçasse ou questionasse a propagando ou o funcionamento do "paraíso dos trabalhadores".
Contradições e o fim do socialismo soviético
Não é nenhum exagero dizer que tudo aquilo que os marxistas diziam ser a natureza do sistema capitalista — a exploração de muitos pelos poucos privilegiados; uma brutal desigualdade de riqueza e de oportunidade devido simplesmente a um arranjo artificial de controle dos meios de produção; a manipulação da realidade para fazer com que a escravidão parecesse liberdade — era, na verdade, a natureza e a essência do socialismo soviético. Que maneira mais deturpada e pervertida de deformar a realidade através de uma lente ideologicamente distorcida.
Tudo isso finalmente acabou em 1991, quando os privilégios, as pilhagens e a brutal pobreza do "socialismo verdadeiro" tornaram o sistema soviético insustentável. Com efeito, à época, já era praticamente impossível encontrar alguém em qualquer canto da sociedade soviética que ainda acreditasse na "falsa consciência" da propaganda socialista. A União Soviética havia chegado ao beco sem saída da falência ideológica e da ilegitimidade social. A "super-estrutura" do poder soviética havia colapsado. (Veja meu artigo "Há exatos 25 anos presenciei o fim do regime soviético").
Em 1899, o psicólogo social francês Gustave Le Bom (1841-1931) analisou o então crescente movimento socialista do final do século XIX e escreveu o seguinte lamento em seu livro A Psicologia do Socialismo:
Ao menos uma nação terá de sofrer para servir de instrução ao mundo. Será uma daquelas lições práticas que, sozinhas, poderão iluminar as outras nações que alegremente acreditam nos sonhos de felicidade prometidos pelos sacerdotes da nova fé [socialista].
Não somente a Rússia, mas também vários outros países no Leste Europeu, na Ásia, na África e, até hoje, na América Latina foram e estão sendo obrigados a fornecer ao mundo esta "lição prática" de tirania política e de desastre econômico que só uma sociedade socialista, especialmente em sua versão marxista, pode criar.
Atualmente, a Venezuela fornece este exemplo diariamente, em tempo real. E, contrariamente ao sistema soviético, que pôde durar muito tempo porque tinha vários países-satélites cujos recursos podiam ser explorados, o socialismo venezuelano não tem essa "facilidade", de modo que o sofrimento e empobrecimento de seus cidadãos é muito mais rápido e bem mais intenso.
Conclusão
O socialismo serve como uma apavorante demonstração prática das desastrosas consequências que surgem quando uma sociedade abandona completamente a filosofia política do liberalismo clássico, o sistema econômico de livre mercado, e um arranjo institucional em que a natureza humana (inatamente egoísta) atua dentro de um arcabouço social baseado em associações voluntárias e transações comerciais pacíficas.
Neste centésimo aniversário da Revolução Russa, que a esperança seja a de que a humanidade já tenha aprendido com este erro trágico, e perceba e aceite que somente as liberdades individual e econômica podem criar a justa, boa e próspera sociedade que a humanidade pode e deve ter.

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Este livro é minha crítica literária a este livro repulsivo escrito pelo bandido, terrorista, assassino, ladrão, chamado Carlos Marighella. Neste livro Marighela ensina a matar, roubar, destruir, sabotar, mentir, enganar, falsificar e todos os verbos cuja ação seja fazer alguma espécie de mal a humanidade. Eu não consigo entender como uma pessoa de mente e alma sadia pode ter em Marighella um ícone que lutava em favor dos desfavorecidos. Ele lutava para estabelecer uma ditadura do proletariado, fazendo parte daqueles que lutaram para por em prática a ideologia mais insana e maligna do século XX


domingo, 10 de junho de 2018

LIVRO: DIREITO DIVINO A LEGÍTIMA DEFESA

 Você pode adquirir este livro em dezenas de livrarias virtuais no mundo inteiro, no Brasil pode ser  nos links abaixo:



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TAMBÉM NAS LIVRARIAS:
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Sinopse

Deus criou homens, animais, plantas e toda espécie de seres vivos com capacidade e armas naturais para se defenderem e se necessário matar o agressor e predador. Nem o Estado pode usurpar do indivíduo seu direito divino e sagrado de se armar e se defender. Você pode ter arma de fogo e tem o direito de usa-la para se defender, ainda que o Estado proíba. Toda a natureza criada por Deus foi projetada para se defender, não seria os seres humanos que ficariam sem defesa. São ridículas e dignas de insultos as leis que proíbem o indivíduo de se defenderem. Uma lei maior escrita por Deus em todo o mundo diz que você pode pegar pedra, pau, faca, revólver, torpedo, míssil, bomba nuclear e tudo que estiver ao seu alcance para defender sua vida, sua família e sua propriedade. Matar nem sempre é crime, nem sempre é homicídio. Quando leis provenientes de insanos contraria a Deus e a natureza das coisas, você pode cagar nelas sem pecar.



Características

Cover_front_perspective
Número de páginas: 163

Edição: 1(2018)

ISBN: 978-1983982255

Formato: A5 148x210

Acabamento: Brochura c/ orelha

Tipo de papel: Offset 75g






ESQUERDOPATA

Você sabe o que é um ESQUERDOPATA ?

Written By Beraká - o blog da família on domingo, 31 de janeiro de 2016 | 23:25


Esquerdista fanático e doentio que se coloca em oposição a todas evidências contrárias.Esquerdopata vem de "sociopata". Esquerdopata é o esquerdista doentio, ou seja, com alguma paranóia. Infelizmente o ponto exato em que o esquerdista ultrapassa os limites e se torna um esquerdopata é difícil de se verificar. Mas vale alguns indícios, que vou exemplificar: 



1)- Ficar feliz que um país vai mal se o presidente é de direita, e achar que isso é normal. 

2)- Ficar feliz com a morte ou sofrimento de uma pessoa que não seja de esquerda.

3)- Achar que não possui pecado. Achar que por defender o esquerdismo é alguma espécie de "santo". 

4)- Ter certezas absolutas. Agir como se a opinião contrária dos outros fosse algo absurdo. 

5)- Ameaçar os outros de morte. 

6)- E o sintoma mais comum de todo esquerdopata: ódio. 




Alguém tocado pela esquerdopatia está sempre justificando os malfeitos daqueles da sua turma. E como consolo de suas consciências dirá que alguém da direita também o faz. Mas isso ainda não o define: além da justificativa, há a tentativa de nos convencer de que o crime atende aos anseios dos “oprimidos” e tem uma função libertadora.
A exemplo do psicopata, seu padrão moral é elástico o bastante para justificar qualquer coisa, desde que concorra para atingir seus objetivos ou os do grupo( ou seja para o esquerdopata os fins justificam os meios sejam eles qual for).
Mas a caracterização ainda está incompleta: também o esquerdopata precisa desumanizar o adversário, transformá-lo num portador de todos os horrores: pode, assim, eliminá-lo sem constrangimento, acusando-o de ser o verdadeiro responsável pelo mal que o atinge o mundo. Isso explica por que os esquerdistas, no século 20, mataram tanto e de forma tão contumaz.
No seu delírio o esquerdopata diz que aqueles muitos milhões só morreram porque estavam criando entraves para o avanço da história. Se a libertação dos homens de seus algozes custa mais de 100 milhões de vidas,bom para o esquerdopata isto é apenas um mero detalhe.














   
“A ambição diabólica do esquerdista é querer dominar e mandar no mundo”
 
   
 
O esquerdopata é um sociopata camuflado, um psicótico social que imagina ser Deus e centro do mundo. Na sua imaginação acha que é capaz de solucionar todos os problemas da humanidade e do mundo manifestado, mas que na verdade quer solucionar os seus próprios, que projeta nos outros para iludir-se de ser altruísta.A inveja é a sua marca registrada. Sente ódio doentio e permanente pelas pessoas de sucesso, notadamente aquelas realizadas financeira e economicamente. O sucesso alheio corrói suas entranhas. É aquele sujeito que passa pelo bosque e só vê lenha para alimentar a fogueira de seu ódio pelo sucesso alheio.Para justificar o seu fracasso busca desesperadamente culpados para a sua incompetência pessoal, profissional e humana. No seu conceito, a culpa é sempre dos outros, nunca atribuída a ele mesmo. É um sujeito que funciona como uma refinaria projetada para transformar insatisfações pessoais e sociais em energia pura para promover a revolução proletária.
 
É um cínico, porém não no conceito filosófico doutrinário de uma das escolas socráticas, mas no sentido de descaramento. Portanto, um sujeito sem escrúpulos, hipócrita, sarcástico e oportunista. Para justificar seu fracasso e sua incompetência pessoal, se coloca na condição de defensor do bem-estar da sociedade e da humanidade, quando na verdade busca atender aos seus interesses pessoais, inconfessos. Para isso, se coloca na postura de bom samaritano e entra na vida das pessoas simples e desprovidas da própria sorte, com seu discurso mefistofélico.
Devido a sua psicose, destitui Deus e se coloca no lugar d’Ele para distribuir justiça, felicidade e bem-estar social, solucionar todos os problemas do mundo e da humanidade, lógico a seu modus operandis. É um indivíduo que tem a consciência moral deformada e deseja, acima de tudo, destruir todos os valores cristãos e construir um mundo novo, segundo suas concepções paranoicas.
 
É um narcisista. A sua única paixão é por si mesmo, embora use da artimanha para parecer um sujeito preocupado com os outros, no fundo não passa de um egoísta movido pelo instinto de auto conservação.
 
É um niilista. Um sujeito que renega os valores metafísicos divinos e procura demolir todos os valores já estabelecidos e consagrados pela humanidade para substituí-los por novos, originários de sua própria demência. Assim, ele redireciona a sua força vital para a destruição da moral, dos valores cristãos, das leis etc. Sua vida interior é desprovida de qualquer sentido, ele reina no absurdo. É o “profeta da utopia” e o “filósofo do nada”.
  
É um genocida cultural. Na sua vasta ignorância da realidade do mundo manifestado, o esquerdista acha que o mundo é a expressão das ideias nascidas de sua mente reducionista e assim se organiza em grupos para destruir a cultura de uma sociedade, construída a custa de muitos sacrifícios e longos anos de experiência da humanidade, em detrimento de uma cultura de escritório pensada por alguns iluminados, entre eles claro, o esquerdopata.
 
  
Agora que você conhece algumas características do esquerdista, fica um conselho:
Jamais discuta com um deles, porque a única coisa que ele consegue falar é chamá-lo de reacionário, nazista, capitalista e burguês. Ele repete isso o tempo todo e para todos que o contradizem, pois a única coisa que sua mente deformada consegue assimilar, são essas palavras, pois não passam de papagaios de seu guru Marx.Com muito custo ele consegue pronunciar mais um ou dois verbetes na mesma linha aos já descritos, todos para desqualificá-lo e assim expressar a sua soberba.Os conceitos atribuídos ao esquerdista se aplicam em gênero, número e grau aos socialistas, marxistas, leninistas, stalinistas, trotskistas, comunistas, maoístas, gramscistas, fidelistas, chevaristas, chavistas e especialmente aos membros da família dos moluscos cefalópodes.
 
 

DIFERENÇAS ENTRE UMA PESSOA NORMAL DE DIREITA E UM ESQUERDOPATA:
1)- Quando um tipo de direita não gosta de armas, simplesmente não as compra.
Quando um tipo de esquerda não gosta das armas, quer proibi-las impondo a todos por força de lei(desde que claro, que o estado e grupos organizados de esquerda continuem armados).
2)- Quando um tipo de direita é vegetariano, ele simplesmente não come carne.
Quando um tipo de esquerda é vegetariano, quer fazer campanha contra os produtos à base de proteínas animais.
 
 
3)- Quando um tipo de direita é homossexual, vive tranquilamente a sua vida como tal. 
Quando um tipo de esquerda é homossexual, faz o maior bafafá para que todos o respeitem, e ainda quer impor seu estilo de vida por lei ao conjunto da sociedade.
 
 
4)- Quando um tipo de direita é contrariado no trabalho, reflete sobre a forma de sair desta situação e age em conformidade.
Quando um tipo de esquerda é contrariado no trabalho, levanta uma queixa contra a discriminação que foi alvo, culpa os outros, se faz de vítima e nunca admite que errou.
 
 
5)- Quando um tipo de direita não gosta de um debate emitido por televisão, desliga a televisão, muda de canal ou vai fazer outra coisa mais interessante.
Quando um tipo de esquerda não gosta de um debate emitido por televisão, quer prosseguir em justiça contra os sacanas que expuseram uma  forma diferente e inusitada de pensar. Se for caso disso, uma pequena queixa por difamação será bem-vinda. (Ou até mesmo, se possível, estatizar a TV e proibir que este tipo de programas aconteçam como em determinados países vizinhos).
 
 
6)- Quando um tipo de direita é ateu, não vai à igreja, nem à sinagoga, nem à mesquita e vai tocando sua vida normalmente.
Quando um tipo de esquerda é ateu, não tolera nenhuma alusão à Deus ou à uma religião,nem muito menos o uso público de seus símbolos, seja na esfera pública, ou até mesmo privada(exceto para o Islã, com medo claro de retaliações).
7)- Quando um tipo de direita tem necessidade de cuidados médicos, vai ao médico seja público ou particular e seguidamente compra ou recebe os medicamentos receitados.
Quando um tipo de esquerda tem necessidade de cuidados médicos, desce a lenha na rede particular, mas só procura esta, e faz o maior escândalo par ser atendido, às vezes até com agressões físicas aos atendentes, mas não bota os pés na rede pública que tanto defende.
 
 
8)- Quando a economia vai mal, o tipo de direita diz que é necessário arregaçar as mangas, buscar nova ideias, novos produtos, novos consumidores, inovar e trabalhar mais.
Quando a economia vai mal, o tipo de esquerda diz que são os Estados Unidos, e os produtores os responsáveis pela crise, não fazem um mea culpa  das gastanças desproporcionais às suas receitas, e só sabem por a culpa nos outros, jamais em si mesmos.
    
Teste simples:
Quando um tipo de direita lê esse texto, repassa-o imediatamente.
Quando um tipo de esquerda o lê, cuida de jamais repassá-lo, deleta-o e envia uma resposta malcriada, ignorante, cheia de chavões e até de palavrões.
DIFERENÇAS ENTRE UMA PESSOA NORMAL, UM CONFORMADO CORRUPTO, E UM ESQUEDOPATA?




Uma pessoa normal quando está diante de um problema moral, SEMPRE FICARÁ contra aquilo que é ERRADO, ou que vai contra seus princípios ou valores morais.
        
Exemplo: Um determinado político, seja de que partido for, comete o delito de desviar verba pública, que é o que mais se faz nesse país, desde que foi fundado.
1)- Uma pessoa de bem, ou pessoa comum, normal, se INDIGNARÁ, ficará irritado, e repudiará tal ato. E nem passa pela cabeça praticar tal coisa. Fica indignado com quem faz, independente de ser de direita ou de esquerda, pois repudia o crime.
        
2)- Uma pessoa conformada ou corrupta, quando vê uma coisa dessa, nem reage, acha NORMAL que seja assim, e não se importa. Outros tipos dessa mesma linha até acham correto aproveitar, porque se este não o fizer, outros o farão no lugar dele, e se a própria pessoa estivesse lá, provavelmente faria o mesmo. Sentem até uma pontinha de inveja ao ver alguém aproveitar-se da corrupção. Muitos até se candidatam exatamente pra essa finalidade. Ou pra receber altos salários sem nada fazer, e aproveitar bem os momentos.
3)- O esquerdopata reage de maneira mista. No entanto, ele se posiciona ora contra e ora a favor, dependendo de quem praticou a corrupção.Se foi alguém do partido dele, ou do partido que ele torce, ou aprecia, que ele é simpatizante ou entusiasta, e vota, quando esse partido ou político desse mesmo partido comete algum ilícito, o esquerdopata OMITE o fato, ou quando não dá pra negar, ele tenta MINIMIZAR, e diz que o fulano foi envolvido por uma cultura instalada de corrupção ao redor, e acabou afetando o meliante(Como se uma pessoa não tivesse seus valores).Enfim, sempre tenta desconversar. TERGIVERSAR é o termo mais correto. Esquerdista quando é pego com a boca na botija sempre TERGIVERSA. E os mais fanáticos e CÍNICOS chegam até ao cúmulo de NEGAR, ou mesmo de INVERTER 180º (diametralmente oposto) os fatos, ou ainda acusam o cara ou partido de ter "ENDIREITADO" (isto é, deixou de ser esquerdista e mudou de lado, passando a ser direitista).

        
Porém, quando o corrupto é de outro partido, AÍ ELES SE DELICIAM, como ocorreu com o tal do José Roberto Arruda, aquele político picareta, naquele episódio conhecido como MENSALÃO DO DEM. Quando isso ocorre, os esquerdopatas EM MASSA partem pra cima destes com toda a gana, com força máxima, vociferando, praguejando, rogando imprecações, ameaçando, acusando de mil e uma coisas, apontando os erros, os crimes, a imoralidade, etc, etc,condenando e repudiando o crime(Só dos outros, claro).É aquilo que muito bem falou o Papa Francisco: “Para os meus erros para os de meus conterrâneos a misericórdia, porém para os erros dos outros a justiça implacável.”Ou seja, um esquerdopata é uma pessoa que tem uma IMENSA COMPLACÊNCIA e INDULGÊNCIA com seus próprios crimes e crimes de seus CAMARADAS de partido ou de ideologia, e uma hiper sensibilidade e uma gana violenta de pegar os adversários que praticam as mesmas coisas que eles, nos mínimos movimentos.Isso é a patrulha constante, ininterrupta, sistemática e implacável, sobre todo os adversários deles, sobre tudo o que o adversário diz, pensa, escreve, faz, ou deseja, ou idealiza.
 
          
Esquerdista tem ambição TOTALITÁRIA e IMPERIALISTA.Não é à toa que acusam os Estados Unidos de imperialistas, e acusam todos os adversários políticos e ideológicos de bandidos, ladrões, etc.Cumprem fielmente aquilo que disse Lênin, em seus livros:
"Xingue [seus adversários] do que você mesmo é.Acuse-os [seus inimigos] daquilo que você FAZ".
Qualquer sinal de manifestação de algo que o esquerdopata condena em sua ideologia e/ou conveniências do momento, eles são rápidos em apontar, acusar, DISTORCER.Xingam dos mais variados nomes e usam e abusam de rótulos e dos mais diversos estereótipos que a própria esquerda cria pra essa finalidade, que é impor sua hegemonia cultural e controle psicológico da população.
RESUMINDO:
1)- Uma pessoa normal é capaz de distinguir o certo do errado, e tem valores morais inegociáveis.
2)- Uma pessoa conformada e/ou corrupta é relativista, e age de acordo com a conveniência do momento.
3)- Um esquerdopata faz o mesmo que o segundo tipo, porém, é relativista somente quando interessa para defender a si mesmo e sua ideologia, ou seus comparsas. E é severamente crítico, austero e moralista para acusar os adversários ou inimigos ou pessoas que eles tem interesse em atingir de alguma maneira, seja pela ideologia, ou pelas conveniências de momento e de lugar.São cúmplices morais de genocídios e todo tipo de crimes que a esquerda política comete. Defende tudo e todos, encobre, defende, minimiza, exalta, torce, chora, louva, cultua, etc.Enfim, um esquerdopata é uma pessoa psicopata de esquerda.
Não existe perfil assim na direita:
No máximo, um direitista pode ser alguém egoísta, que só pensa no seu bem estar, e no bem estar de sua família e no sucesso de seus negócios (se ele for rico), ou no sucesso de seu emprego (se for assalariado), e ser insensível a questões sociais de pessoas em precárias condições, achando que não é com ele, ou que isso é obrigação do governo.Não sou direitopata fanático e idiotizado por alguma ideologia para dizer que não tem gente dessa mentalidade em nossa sociedade.Só que não são maioria. Nem são a totalidade, como querem FORÇAR propositalmente o discurso esquerdista, que sempre os chamam de classe BURGUESA, “elite” ou classe dominante, exploradores, porcos capitalistas, etc.Na direita, existe no máximo, na pior das hipóteses, pessoas INSENSÍVEIS às necessidades e problemas alheios, achando que elas não podem nem devem fazer nada, e que seja cada um cuide de si e esperar que Deus seja por todos (o que não é certo).


MAS UMA COISA É CERTA: “JAMAIS HAVERÁ QUALQUER DIREITISTA EM SÃ CONSCIÊNCIA QUE NEGUE ISSO, OU QUE DEFENDA UM POLÍTICO DE DIREITA CORRUPTO, ADORANDO COMO SANTO OU COMO EXEMPLO, COMO FAZEM OS ESQUERDISTAS.”


Se algum direitista fizer isso, deve ser alguém anormal, pois pessoas normais não fazem isso de forma ideológica como fazem os esquerdistas. Entre os esquerdistas, a distorção e a duplicidade, a falta de valores, onde eles e seus interesses é que são o fiel da balança, é comum isso ocorrer, devido ao FANATISMO IDEOLÓGICO, proporcionando uma cegueira e a insensibilidade moral que não os permite discernir verdade da mentira, erro e acerto. Como eles se tornam fanáticos iludidos pela ideologia esquerdista, distorcem a realidade, e invertem os fatos para defender ou amoldar as circunstâncias à sua ideologia, portanto, isso se configura PSICOPATIA AGUDA, GRAVE.São pessoas perigosas, dispostas a usarem todos os meios para atingirem seus fins ideológicos, sem nenhum senso moral ou de discernimento entre fato e imaginação de seus desejos e devaneios e anseios totalitários políticos.Querem destruir a civilização para criar um mundo à sua própria imagem e semelhança. 
Por tudo isso, podem e DEVEM ser identificados e chamados de PSICOPATAS de Esquerda, portanto, ESQUERDOPATAS.
Fonte: Averdadequeamidianaomostra.blogspot.com.br

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Geração celular

Geração celular

Mal podemos imaginar a vida dos adolescentes sem os telefones móveis: multifuncionais, eles servem como gravadores de música, central de comunicação, símbolo de status – cientistas estudam a relação dos jovens com esses aparelhos para compreender o comportamento de grupos e desvendar interesses

junho de 2009
Annete Schäfer
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Nos dias de hoje, encontrar um adolescente que não tenha um celular é tão improvável quanto achar um menino de 13 anos que seja fã de ópera ou uma menina de 15 que não se preocupe com a aparência. Nenhum grupo incorporou tão rápida e amplamente a tecnologia à sua rotina quanto os jovens de 12 a 19 anos. No Brasil, em janeiro de 2009, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) contabilizou 154,6 milhões de assinantes de telefonia móvel e, embora a agência e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) não tenham informações sobre a faixa etária dos proprietários dos aparelhos, é possível perceber o interesse dos adolescentes por celulares.

Mas qual o efeito causado pelo uso constante desses aparelhos nos relacionamentos e no comportamento? Nos últimos anos, cientistas alemães estudaram essa questão minuciosamente e por meio de entrevistas com adolescentes e seus pais – observando atitudes dos estudantes na escola, linguagem e conteúdo de mensagens enviadas e recebidas – foi possível mapear o “comportamento telefônico” dos grupos. Os pesquisadores constataram que os celulares mudaram a vida dos adolescentes sob vários aspectos – muitos deles para melhor. Um exemplo disso foi na organização do dia. Assim como para os adultos, o celular ajuda os adolescentes a manter o controle da sua vida: é possível informar os pais de que estão saindo da aula, avisar sobre seus planos para a tarde, marcar atividades escolares e lúdicas – tudo simultaneamente. Hoje, em vez de agendar encontros com os amigos com antecedência, como se fazia há alguns anos, os jovens planejam suas atividades quando já estão a caminho delas e em um curto período de tempo são capazes de preparar uma festa.

Símbolo de status, a escolha do aparelho é vista por esses rapazes e garotas como expressão da própria personalidade. Modelos, cores e recursos são tema de conversa e, em alguns meios, podem indicar o grau de popularidade de seus proprietários. Alguns jovens usam o celular como uma espécie de “gerenciador de relacionamentos”: ele serve como centro de controle de uma rede social, principalmente quando se trata de pessoas da mesma idade. E possuir um aparelho próprio pode ser um pressuposto básico para fazer parte de um grupo; quem não é “encontrável” acaba excluído da comunicação de algumas turmas.
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A POSSIBILIDADE DE marcar encontros a qualquer momento ajuda a controlar sentimentos de insegurança e solidão
Em um estudo feito em 2005, no Japão, foram entrevistados aproximadamente 600 estudantes – sendo que apenas metade deles tinha celular. Os resultados mostraram que proprietários de telefones tendiam a escolher seus amigos entre os que também possuíam o aparelho. Eram os mais afeitos a novidades tecnológicas e julgavam ser importante para a vida profissional e pessoal ser encontrados a qualquer momento. Apesar de apenas 5% dos entrevistados terem admitido abertamente que se sentiam socialmente excluídos devido à falta da tecnologia, quase 70% expressaram o desejo de ter um aparelho e um em cada três acreditava que não conseguiria ficar sem celular depois que tivesse o primeiro.

A maioria dos jovens que usam celulares concorda que é importante seguir algumas regras, que entre pessoas de outras faixas etárias poderiam ser facilmente contestadas. Por exemplo, julgam grosseiro não enviar uma resposta rápida para um recado deixado na caixa postal ou um SMS (short message service, em inglês): um “atraso” de 20 a 40 minutos ainda é aceitável – mais que isso costuma ser tomado como falta de educação. Mais: o celular pode (e deve) ser utilizado a toda hora e em qualquer lugar. Muitas vezes, no caminho da escola para casa, eles ligam para os amigos com quem acabaram de passar a manhã. Para muitos adultos é difícil entender esse desejo excessivo de comunicação. O que pode haver de tão importante para ser dito com tanta urgência?

A professora de psicologia Nicola Döring, da Universidade Técnica de Ilmenau, na Alemanha, analisou o conteúdo de mil mensagens instantâneas. Os resultados mostram que os jovens não usam o celular apenas para a troca de informações objetivas, mas para participar da rotina do outro, expressar proximidade, afeto e dar vazão aos sentimentos. Segundo estudo norueguês de 2005, feito com aproximadamente 12 mil jovens, com idade entre 13 e 19 anos, a troca de carinhos virtuais é considerada por eles como essencial para seus relacionamentos e parece funcionar como uma espécie de “reanimador”: os resultados mostraram que, quanto mais um adolescente telefonava ou mais mensagens escrevia, menor a possibilidade de se sentir solitário. Pesquisadores consideram, porém, a possibilidade de que adolescentes que de antemão já estejam em um bom estado de ânimo usem mais o celular. Porém, a argumentação inversa parece, no mínimo, igualmente plausível; a perspectiva de encontrar os amigos a qualquer momento, em qualquer lugar, ajuda a controlar a insegurança e a solidão.
Por mais importante que o celular se tenha tornado na vida da nova geração, não existe nenhum indício de que a comunicação por telefone substitua os encontros pessoais. Os programas com amigos são tão importantes hoje quanto antigamente, porém, além de se encontrar, eles permanecem em intenso contato eletrônico – e isso vale tanto para os amigos quanto para os casais. Na pesquisa de Döring expressões virtuais como “GDV” (gosto de você) e variantes “GMDV” (gosto muito de você) estão em primeiro lugar na lista das abreviações preferidas. A comunicação por escrito, para alguns, pode facilitar a demonstração de carinho e desejo. Na pesquisa britânica, feita pela internet, aqueles que se descreviam como socialmente tímidos ou solitários declararam que era mais fácil se expressar por mensagens curtas.

O advento do celular também mudou relacionamentos familiares e despertou controvérsias. Por um lado, existem questões bem práticas a ser relevadas, como o valor da conta no final do mês e a sensação que os adultos têm de não entender muito bem a necessidade dos filhos de usar tanto esses aparelhos. Por outro, o celular interfere na estrutura de poder entre pais e filhos. Na puberdade, o desejo parental de controle e a necessidade de liberdade dos adolescentes entram inevitavelmente em conflito. Isso acontece em todas as gerações – o celular, porém, modificou a forma como esses impasses são resolvidos. Assim, o limite entre estar em casa e estar fora torna-se confuso. Um jovem com celular próprio pode entrar em contato com seus amigos a qualquer momento e em qualquer lugar sem a interferência dos pais. E estes, por sua vez, podem participar mais intensamente da vida de seus filhos.

Com isso, o telefone móvel pode trazer vantagens para a relação familiar: para os jovens a independência aumenta, em comparação com as gerações anteriores. Em um estudo desenvolvido na Bélgica, por exemplo, os estudiosos perguntaram a aproximadamente 2.550 jovens – metade com 13 e a outra com 16 anos – com que frequência eram despertados de madrugada por mensagens SMS. Entre os mais novos, quase 14% declarou que isso acontecia de uma a sete vezes por semana. Entre os mais velhos esse número chegou a 23%. Os pais podem não ficar muito entusiasmados com as atividades noturnas de seus filhos, mas a maioria gosta do fato de ter um número em que pode encontrá-los. Para eles, o celular oferece a possibilidade – e, em alguns casos, a ilusão – de exercer controle a distância sobre seus filhos.

A possibilidade de cuidados a distância pode fazer com que os pais concedam maior liberdade aos filhos, como demonstrou um estudo britânico. O sociólogo Stephen Williams, da Universidade de Glamorgan, no País de Gales, perguntou para 25 adolescentes, com idade entre 15 e 16 anos, e a seus pais, sobre o papel do telefone móvel nas negociações sobre o direito de sair de casa para compromissos sociais. Especializado no estudo de famílias, ele descobriu que os adultos mostram-se dispostos a deixar os filhos saírem por mais tempo e irem mais longe, desde que liguem regularmente e atendam sempre ao chamado dos pais. O acordo parece útil para os dois lados: garante maior segurança aos pais e, aos adolescentes, mais liberdade. Porém, existe um problema: alguns pais se desesperam se por algum motivo não conseguem encontrar seus filhos. E há adolescentes que ficam envergonhados por receberem telefonemas dos pais na presença dos amigos.
Os efeitos ambivalentes do celular também foram revelados em um estudo feito em 2003, pelo sociólogo Michael Feldhaus, da Universidade de Bremen, Alemanha. Ele entrevistou 30 famílias – pais e adolescentes separadamente – sobre suas experiências com a comunicação móvel. De maneira geral, as duas gerações avaliavam os efeitos do telefone sobre as relações familiares como positivos. Para todos os membros da família o aparelho é visto como mecanismo de segurança, inclusive emocional. Tanto filhos quanto pais salientaram o efeito tranqüilizante de telefonemas regulares durante uma ausência prolongada. Para os adolescentes, porém, o efeito emocional positivo inverte-se quando os pais utilizam o celular como meio de controle excessivo. Para escapar do que chamam de “coleira eletrônica” terminam desligando o aparelho, o que causa inevitáveis problemas domésticos.

“Os adolescentes estão presos no dilema da disponibilidade; o desejo de pertencer a um grupo e ter independência leva ao mesmo tempo a um maior controle por parte dos pais”, diz Feldhaus. Mas, mesmo para os responsáveis, essa disponibilidade constante pode tornar-se uma armadilha. Há jovens que ligam para os pais por qualquer bobagem – um comentário desagradável da melhor amiga ou o ônibus perdido já podem ser suficientes para buscar apoio. Quando usado assim, o celular pode servir como uma espécie de “cordão umbilical virtual” que retarda a independência. Feldhaus também observou esse fenômeno em suas pesquisas: “Adolescentes que frequentemente reagem com impaciência e de forma emotiva, em geral têm a necessidade de expressar imediatamente seus sentimentos e isso faz com que, em alguns casos, criem uma espécie de linha vermelha com os pais, e que principalmente as mães corram o risco de serem controladas pelos filhos”.

O telefone móvel ainda pode ter outras graves consequências para os jovens. Como ocorre com toda nova tecnologia, existe o risco de abuso. Alguns estudos isolados indicam que jovens podem desenvolver dependência do celular. Em uma pesquisa americana feita em 2005, foi pedido a 102 universitários que passassem dois dias inteiros sem usar o aparelho. Apenas 82 concordaram e somente 12 conseguiram chegar ao fim da experiência. Já um estudo da Coreia do Sul, coordenado por Jee Hyun Ha, em 2006, mostrou que principalmente alunos que passam por momentos difíceis e se sentem emocionalmente abalados tendem a usar demais o celular. Em um grupo de 575 voluntários – a maioria meninos – um terço cometia excessos: esses adolescentes usavam o telefone mais de 90 vezes por dia, em média uma vez a cada dez minutos, enquanto estavam acordados. Eles checavam constantemente se tinham novas mensagens e reagiam com irritação quando não obtinham respostas imediatas. Ao mesmo tempo, os usuários assíduos tinham resultados piores do que os moderados em testes que avaliavam depressão, ansiedade e baixa auto-estima.

CONDENADA POR HAPPY SLAPPING

No ano passado, a justiça britânica condenou uma adolescente que confessou ter filmado com seu telefone celular o espancamento que resultou na morte de um homem, em setembro de 2007. Ela foi acusada de auxiliar e ser cúmplice no homicídio de Gavin Waterhouse, de 29 anos, que morreu por causa de ferimentos internos causados pelo espancamento. A garota, de 15 anos, foi enviada para um centro de segurança e irá continuar sob custódia da justiça até a divulgação da sentença.

“Os jovens tentam controlar a ansiedade ao entrar em contato constante com os outros”, afirma o pesquisador coreano Jee Hyun Ha. Alguns, porém, acham divertido atacar colegas de classe ou mesmo adultos, filmar os ataques com o celular e enviar os filmes para outras pessoas. Esse fenômeno, identificado inicialmente na Inglaterra pelo termo happy slapping (surra divertida), já se espalhou por outros países. Segundo o estudo recente JIM-Jugend, Information, Multimedia, realizado na Alemanha, um em cada três usuários de celular já presenciou alguma vez um ataque sendo filmado pelo equipamento. No entanto, ainda não está claro se as brigas registradas eram reais ou encenadas.
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ADULTOS, MAS SEM LIMITES

Alguns adultos se tornam dependentes desses pequenos aparelhos e por causa deles chegam a ficar em situações constrangedoras. Em abril, o primeiro- ministro da Itália, o polêmico Silvio Berlusconi, conseguiu atrasar o início da reunião da cúpula da aliança militar da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), em Estrasburgo, na França, por falar ao telefone celular. A chanceler alemã, Angela Merkel, uma das anfitriãs do evento, esperou por ele vários minutos no tapete vermelho que conduzia à entrada do prédio. Enquanto aguardava, foi recebendo outros líderes e acabou desistindo dele, dando início à reunião sem o italiano. Outro caso polêmico é o da socialite Paris Hilton, que há poucas semanas teve seu celular roubado na Austrália e, além de perder toda a sua agenda telefônica com contatos de celebridades, teve suas fotos íntimas, tiradas com o aparelho, divulgadas na internet.

LIVRO: 101 MARAVILHAS DE DEUS - VOLUME II

Este é o segundo livro de uma série interminável onde o Escriba de Cristo interpreta as leis naturais segundo o princípio absoluto da verdade na qual Deus é a causa de tudo, não há outra possibilidade para explicar o universo. Animais, plantas, química, física, tudo aponta para uma mesma mente.


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Número de páginas: 100

Edição: 1(2016)

ISBN: 978-1539934417

Formato: A5 148x210

Coloração: Preto e branco

Acabamento: Brochura c/ orelha

Tipo de papel: Offset 75g












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Este é o segundo volume da coleção MARAVILHAS DE DEUS. Não sei precisamente quantos volumes irei publicar uma vez que são bilhões de maravilhas que Deus criou. Tenho falado sobre as maravilhas de Deus evidentes na botânica, na zoologia, nas ciências naturais, na física e na química entre outros campos do saber humano onde permeiam as assinaturas do Criador. Quando se percebe que cada detalhe do universo que nos cerca tem um propósito, que não tem nada inacabado, fica escancarado que há uma mente inteligentíssima por trás do universo, e não somente inteligente, mas poderosíssima para poder por a termo suas ideias. Este SER cria matéria do nada, este SER tem em seu poder todos os recursos do universo, este SER programou cada criatura como um software embutido no DNA de cada ser vivo. Ao final não há como escapar de Deus.